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ilhas oceanicas

Ilhas oceânicas[editar | editar código-fonte]

Em sua imensa maioria, as ilhas brasileiras são continentais ou costeiras, situadas junto ao litoral e apoiadas sobre a plataforma continental. As principais são: Itamaracá, em PernambucoGrande, no Rio de JaneiroSão Sebastião, em São Paulo; e Santa Catarina, no estado de mesmo nome.

ilha de Marajó, no litoral paraense, apesar de estar em contato com o oceano Atlântico, é uma ilha fluvial; é formada pela acumulação de sedimentos do rio Amazonas, ao lançar suas águas no oceano.

Há também as ilhas oceânicas, que ficam distantes do litoral e emergem da Dorsal Atlântica. Seu número é reduzido e elas apresentam, em geral, pouca extensão. São elas: o arquipélago de Fernando de Noronha, as ilhas de Trindade e Martim Vaz, orochedo de São Pedro e São Paulo, o atol das Rocas e o arquipélago de Abrolhos. Sua origem é vulcânica, excetuando-se o atol das Rocas, de origem coralíngea.

Vista aérea de Fernando de Noronha.

A uma distância de 360 km do litoral do Rio Grande do Norte aparece o arquipélago de Fernando de Noronha, constituído por 21 ilhas de origem vulcânica que, juntas, totalizam uma área de 26 km². Fernando de Noronha é a mais extensa e a única habitada, contando com cerca de 1.500 moradores, reunidos em Vila dos Remédios. Fernando de Noronha foi, por muito tempo (1942-1987), território federal ligado às Forças Armadas, mas com a Constituição de 1988, foi incorporado ao estado de Pernambuco, como distrito estadual. Há alguns anos, vem sendo explorado mais intensamente no arquipélago o turismo, que, ao lado da pesca, é a principal atividade econômica.

Mapa do arquipélago de Trindade e Martim Vaz.

Trindade e Martim Vaz, localizadas a 1.100 km da costa do Espírito Santo, constituem, na realidade, uma ilha maior, Trindade, com 8,2 km², e um grupo de cinco ilhotas de vegetação escassa, conhecidas como grupo Martim Vaz, a 50 km a leste de Trindade. A ilha maior é ocupada para observações meteorológicas, por situar-se em área de dispersão de massas de ar. São usadas como base da Marinha e estação meteorológica.

Situados cerca de 900 km da costa do Rio Grande do Norte, os Penedos de São Pedro e São Paulo formam um pequeno arquipélago, no qual se destacam cinco rochedos maiores e uma dezena de outros menores. Sem água potável ou qualquer vegetação, são habitados apenas por aves marinhas, que lá procriam e deixam espessa camada de guano (aculumação de fosfato de cálcio resultante do excremento das aves marinhas).

Atol das Rocas, fotografado daEstação Espacial Internacional durante aExpedição 22.

Atol das Rocas é um recife anelar elíptico, situado 150 km a oeste de Fernando de Noronha. Possui área de 755,1 ha e altitude de apenas 3 m acima do nível oceânico. Sem água potável e com uma rala cobertura vegetal, a ilha não é habitada, ainda que abrigue uma farol, automático para orientar a navegação. O local é o único atol do oceano atlântico sul, servindo de refúgio para enorme variedade de aves marinhas, que povoam todos os seus espaços. Foi transformado, em 1979, na primeira reserva marinha brasileira.

Imagem da Ilha Redonda.

A 80 km da Bahia localiza-se o arquipélago de Abrolhos, formado por cinco pequenas ilhas, que compõem o primeiro parque nacional marítimo. Possui grande quantidade e variedade de corais e é habitado por cabras selvagens e aves marinhas. Sua população — de menos de 20 pessoas — dedica-se à manutenção e funcionamento do farol, fundamental para a navegação aérea e marítima da região.